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Baixe o som e curta a música
Essa é a recomendação da OMS para proteger a audição
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20/07/2015
Você com certeza já viu essa cena em casa: adolescente chega da rua, joga a mochila no quarto, liga o som, coloca o fone de ouvido e vai para o computador ou celular, navegar na internet ou nas mídias sociais. A cena é tão comum que podemos dizer que é praxe de comportamento de quase todo jovem, inclusive do brasileiro.

Agora, se você pensa que seu filho (a), neto (a) faz parte de um pequeno grupo de jovens que, digamos, costuma “apimentar” essa relação com o fone de ouvido, escutando sua música favorita nas alturas, saiba que realmente ele faz parte de um grupo, sim, mas nada seleto, bastante abrangente e até perigoso, que pode levar cerca de 1 bilhão de adolescentes e jovens a correr o risco de perda de audição devido ao mau uso dos dispositivos de áudio associados a seus smartphones, além de se expor a ambientes ruidosos.

A fonoaudióloga da Audibel Paraíba, Laurinda Soares, explica que o uso contínuo de fones de ouvido pode causar lesão no órgão auditivo, acarretando problemas irreversíveis no futuro. O mais preocupante é que as pessoas não sabem a intensidade em que está o volume, afinal de contas, a regulagem do volume depende do gosto de cada um. Por isso ela faz o alerta: “o tempo de permanência com os fones de ouvido, associado ao volume inadequado, são os principais fatores que podem comprometer a audição”.

Esta realidade levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a lançar um alerta em março deste ano, para sensibilizar a população de que é possível se divertir sem provocar problemas auditivos. O estudo realizado pela agência da ONU com adolescentes e jovens entre 12 e 35 anos revelou que cerca de 50% são expostos a um volume prejudicial para a saúde, através do uso de aparelhos de áudio pessoais e 40% a níveis de som potencialmente perigosos em ambientes de diversão, como discotecas, eventos esportivos ou bares.

Para ilustrar a dimensão do problema, a agência recomenda 85 decibéis como o máximo nível de exposição permitido em um lugar de trabalho, por um período total de oito horas por dia. No entanto, muitas discotecas, bares ou eventos esportivos frequentemente sobem o volume acima desse patamar, a 100 decibéis, um índice que é seguro apenas por 15 minutos. Agora calcule: quantas horas o jovem costuma permanecer nesses ambientes? 15 minutos, ou mais de três horas?

Do dia para a noite
É importante lembrar que a perda auditiva não costuma aparecer de uma hora para outra, mas sim, gradativamente. Já o zumbido (sensação de apito no ouvido), costuma ser um dos sintomas iniciais, podendo ou não estar acompanhado de perda auditiva. É por isso que uma dica importante é se manter vigilante, porque, às vezes, até mesmo uma brincadeira inocente pode colocar sua saúde em risco. “Já vi casos de perda auditiva provocada por trauma acústico, proveniente de buzinas usadas em festas - o que deveria ser proibido, visto que a intensidade é tamanha que acarreta perda súbita e irreversível”, alerta Laurinda.

Para evitar problemas futuros de audição, há várias medidas. Algumas tão fáceis como manter o volume dos aparelhos baixo, usar fones de ouvido apropriados e restringir o uso de aparelhos de áudio a menos de uma hora diária. A OMS sugere que estabelecimentos ofereçam tampões de ouvidos aos clientes, criem áreas de relaxamento para que as pessoas possam se isolar durante um período e mantenham o volume da música ou atração em níveis aceitáveis. No Brasil, algumas “baladas” já costumam oferecer essa área de lounge para descanso. A ideia é permanecer um tempo considerável nessas áreas e menos tempo nos ambientes ruidosos.

Laurinda reforça que, no caso dos fones de ouvido, a orientação mais apropriada é usá-los até a metade da potência fornecida pelo equipamento para evitar danos à audição. Está na dúvida sobre o volume seguro? Alguns apps gratuitos para celular já permitem que você meça a potência destes aparelhos. Outra dica é não dormir com os fones, para evitar a exposição prolongada ao ruído e, ainda, jamais usá-los para encobrir os sons a sua volta.

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